Impostura

Hoje*, bem cedinho, temerário, fui ao mercado de San Juan Sacatepéquez, na Zona 4, da Cidade da Guatemala, para comprar um quilo de “zompopos de mayo”, umas cervejas Gallo e uma garrafa de aguardente Quetzalteca para o petisco literário com o escritor guatemalteco Eduardo Halfon, logo à noite no encontro da Comunidade de Leitores do ICIA, na Taberna Porta Velha, em Portimão.

Conto estar de volta a Portimão a tempo da tertúlia, isto, claro, se não for sequestrado. Se trarei ou não a iguaria, logo saberão os associados que não falharem o encontro. Por agora, vou caminhando, na Zona 1 da Cidade da Guatemala, evitando cruzar com tipos como aquele que no livro do Halfon dá pelo nome de Canción, pois se for sequestrado é que não haverá nem “zompopos” nem Gallo nem Quetzalteca para nenhum de vocês. Mas não se aflijam que o Luís há de arranjar-vos conduto!
Por agora, não vos conto mais nada, não vá aparecer por aqui aquele velho romancista de Tripoli e acusar-me também a mim de impostor e ter eu de responder, como Halfon respondeu em Tóquio, que “todo escritor de ficção é um impostor.”
*Publicado na página de facebook de João B. Ventura em 18.11.2022.

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